Do Confrade David, em relato de alguém apaixonado pela mulher, pelos filhos, pelos amigos e pelo seu jipe.
Um exemplo de que os sonhos estão presentes na realidade de quem acredita neles, e busca alcançá-los.
Já dizia o poeta:
“Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais…
Enfim…
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito…
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras…
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.” (Mario Quitana)
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COMO TUDO COMEÇOU
Sempre tive muita vontade de ter um Jipe.
É que, no inicio da década dos anos 80 tive um, mas naquele tempo não se falava em clube de jipes e era mais fácil ter um.
Certo dia em conversa com um jipeiro, ele me informou que tinha um jipe em frente de uma residência do conjunto PAAR em Ananindeua. Levantei as informações direitinho e no outro dia me dirige ate o local, só que o proprietário não se encontrava.
Retornei dois dias depois, onde fiz contato com o dono daquela sucata que em algum tempo seria um jipe de verdade.
A lataria estava em péssimas condições o motor estava aberto, não tinha estofamentos, era uma coisa que fazia medo de compra para recuperar. Mas não desisti.
Fiz minha proposta de compra e negociamos a sucata.
Na mesma tarde do dia 27 de julho de 2004 tomei a decisão de rebocar o bruto até a minha casa, onde quem dirigia aquela sucata horrível era meu filho KETO.
Quase não dormi direito naquela noite pensando em um jipe todo pintado, rodas cromadas, capota convencível e a família dentro passeando pela cidade.
Aí então cai em campo, primeiro passo foi lavar geral, com soda-cáustica.
Comecei a desmontar o bruto.
Tirei pára-lamas, capô, motor e a carroceria, deixei só o chassis em cima dos rodados, transformei o quintal de minha casa em uma verdadeira oficina de recuperação.
Aos poucos, fui fazendo as revisões que precisava, troquei todos os rolamentos dos dois diferenciais, das rodas dianteiras e traseiras. Só não abri foi a caixa de marcha com a redução. Passei para a montagem dos agregados ao chassi que já estava na ocasião todo pintado de preto.
Daí, parti para o motor, levando até uma retífica de um amigo em Castanhal para fazer a recuperação do mesmo, após 15 dias o motor ficou pronto pela retífica. Aí, pintei o motor, câmbio, transmissões, setor de direção. Colocando tudo nos devidos lugares.
No dia 26 de julho de 2005 funcionei o motor pela primeira vez.
Daí pra frente começou a preparação para a funilaria, mandei moldar as peças.
Assoalho, cantos da carroceria, lateral e pedaços de pára-lamas. Contratei um lanterneiro muito capacitado que fez o serviço dentro do padrão. Com toda a funilaria pronta, parti para a pintura.
Aí me deu medo, o tal pintor me fez tanta raiva que quase infarto, o batráquio gastou um galão de tinta PU (poliuretana) pra pintar a carroceria, um capô, dois pára-lamas. Que pra falar a verdade ficou uma porcaria. Tive tanta raiva que retirei o carro da oficina todo desmontado.
Tendo de retocar a pintura depois do carro montado.
Aí começou a montagem da carroceria, coloquei bancos altos do escort, retrovisor wangler, rodas de F1000, farol de milha etc.
No dia 20 de abril de 2007 dei a primeira volta no jipe que tanto sonhei em um dia ter, com muito sacrifício, dedicação e paciência.
Fiz aquilo que muita gente achava que não ia conseguir, tive muitos colaboradores porque sem eles, seria difícil esta façanha.
Gostaria de agradecer em primeiro lugar à DEUS e depois a esposa e filhos, porque sem eles seria impossível todo este feito.
Hoje, tenho meu jipe pintado na cor amarelo, por sinal muito bonito onde gostaria de agradecer também aos amigos que me ajudaram nesta empreitada.
Onde constará em um livro de ouro os seus nomes, relacionados com suas participações pelo reconhecimento à ajuda que me deram.
Isto é um resumo da história de um jipe e seu dono narrando como tudo começou…
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LIVRO DE OURO
MEUS SINCEROS AGRADECIMENTOS
ESPOSA E FILHOS – que deram todo apoio para que eu realizasse este sonho.
AOS AMIGOS:
SILVIO: Da autopeça “Imperial” da cidade nova, que me indicou onde estava o jipe.
BARBOSINHA: Amigo incansável, que me deu algumas peças e muitas dicas na montagem do jipe.
RICARDO: Por ter muitas vezes colaborado com sua sabedoria e experiência. Foi incansável para que logo o jipe ficasse montado e pronto para trilha.
CARIRI: Por ter ido muitas vezes até minha casa, dando dicas e sugestões de como seria feito a montagem igual ao macho-véio.
FERNANDO: Meu cunhado, que contribuiu bastante para o sucesso que o jipe é hoje.
Dr. NEIVALDO: Titular da delegacia de furtos de veículos, que muito me ajudou no licenciamento do jipe em função de um perito do RENATO CHAVES não ter capacidade de encontrar os números do motor, diferencial dianteiro e traseiro.
PERITO PAULO: Que esclareceu as dúvidas com seu laudo pericial junto ao DETRAN. É muito profissional em seu trabalho.
FERNANDO JABAQUARA: Filho do ex-proprietário do jipe que me ajudou no desembaraço da documentação do jipe.
Um agradecimento especial depois do jipe montado e pronto aos AMIGOS DO JEEP.
DJALMA ALENCAR, LAFAYETE NUNES e JOÃO GODINHO: Que muito contribuiram para a primeira trilha.
E mais alguns amigos que diretamente e indiretamente colaboraram para que eu, um dia tivesse uma alegria de um menino, quando ganha um brinquedo que esperava receber.
Isso faz com que podemos acreditar em nossos sonhos, nas pessoas que nos rodeiam e na fé em DEUS.
LUIZ DAVID
JEEP WILLYS CJ5 ANO 1983
COR AMARELA
PLACA – JVY-8427

1 comment
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Março 4, 2009 às 5:17 pm
Francisco Tomé
ESPETACULAR!!!!!!!