Amigo de longe, em papo virtual, mostrou que a essência perfuma a alma, e trás boas lembranças.

Eis o relato, tirada do melhor lugar de suas memórias, num conversa comigo:

‘Caro Lafa ,
Eu jamais chamaria um jipe wyllis de velho pois estaria fazendo gol contra e sacaneando das mais ternas memórias afetivas da minha infância.

Nascí em São Lourenço-MG e meu pai foi “propagandista” antiga denominação para representante de laboratórios farmaceuticos e ele cobria o sul de Minas e norte de São Paulo e para trafegar naquelas estradas enlameadas e esburacadas só a bordo dos possantes Jipes da Wyllis Overland e com ele passeávamos nos finais de semana e até viajávamos por aí.

Éramos na epoca 4 filhos e eu como unico homem tinha inclusive lugar fixo que era do banco-almofada atrás do papai, o limpador de pára-brisas do carona era manual e em viagens curtas nas férias ele me levava então eu levava uma tampa de panela pois ia “dirigindo” ao lado dele, sempre apostávamos corrida e “curiosamente’ sempre empatávamos rsrsrs, tinha outra brincadeira deliciosa que fazíamos que era ver quem seria o mais rico ao final da viagem: tudo que tivesse do lado esquerdo (lado do motorista) seria dele e do lado direito seria meu ou senão apostávamos qual a marca do próximo carro que cruzaria conosco, a partir de 10 anos mais ou menos meu pai me dava a grana e eu “seu secretário” cuidava dos pagamentos , notas etc.

Essas viagens fazem parte das mais carinhosas lembranças do meu velho pai que se foi há 10 anos mas que vez por outra tá por aqui conversando; com seu jeito carinhosamente grosso com meu´pai isso é possível comigo.

Então no mínimo sou um jipeiro “oriundi” . rsrsrs

Sua sugestão será bem analisada , principalmente após a observação de fazer parte do jeep clube dos sem jeep clube, tenho cá meus preconceitos e reticências com confrarias e derivados.

Desculpe a verborragia.

Super Abraço
Tadeu’