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TERRA DO MEIO_INTERNET

Terra do Meio – restaurante rural
Um lugar para ser feliz.
Enfim um restaurante rural paraense!
Maniçoba, Pato no Tucupi, Caruru e vatapá (à moda do Pará), claro que tem, mas tem também as peixadas.
Filhote, pescada, tamuatá no tucupi, tucunaré, pirarucu, tambaqui, camarão e caranguejo, de toda maneira, galinha caipira, daqui mesmo, do terreiro, assada e ao molho pardo.
Baião de dois com torresmo.
Tem tartaruga, sim senhor! Paxicá, guisada, picadinho, meu Deus. São de comer rezando.
A inspiração foi, inicialmente, da maravilhosa cozinha do Baixo Amazonas, by Rose Salame.
Tem picanha e filé mignon. Alto, mal passado, bem passado, com fritas, purê, farofa de ovo.
E, agora, vem o mais importante:
Tudo isso em um parque ecológico, em Marituba, a 15 minutos de Belém, com 200.000 metros quadrados de rios, e floresta.
Dois quilômetros de trilhas. O silêncio, a toda hora é quebrado pelo cantar dos pássaros, ou pelo papo dos visitantes. E o assunto é sempre o mesmo, as plantas, as árvores, os pássaros e, quem sabe, uma cotia distraída almoçando debaixo de uma castanheira ou cumaruzeiro.
Tem ainda o passeio de canoa pelo rio, debaixo das árvores do igapó ou em meio ao tapete de mururé.
Pode até dar comida para os peixes. Comida que peixe gosta. Peixe e tartaruga.
É programa para homem, mulher, menino e menina, grandes e pequenos. Aquilo que os antigos chamavam de família.
É programa para a turma.
Para o almoço do executivo que tem pouco tempo durante a semana.
Enfim, é a Terra do Meio.
Um lugar para ser feliz.
Em tempo: Abre para o almoço a partir deste sábado, 30.05.
Venha. Vai ser bom.

Do Confrade David, em relato de alguém apaixonado pela mulher, pelos filhos, pelos amigos e pelo seu jipe.

Um exemplo de que os sonhos estão presentes na realidade de quem acredita neles, e busca alcançá-los.

Já dizia o poeta:

“Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais…
Enfim…
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito…
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras…
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.” (Mario Quitana)

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COMO TUDO COMEÇOU

Sempre tive muita vontade de ter um Jipe.

É que, no inicio da década dos anos 80 tive um, mas naquele tempo não se falava em clube de jipes e era mais fácil ter um.

Certo dia em conversa com um jipeiro, ele me informou que tinha um jipe em frente de uma residência do conjunto PAAR em Ananindeua. Levantei as informações direitinho e no outro dia me dirige ate o local, só que o proprietário não se encontrava.

Retornei dois dias depois, onde fiz contato com o dono daquela sucata que em algum tempo seria um jipe de verdade.

A lataria estava em péssimas condições o motor estava aberto, não tinha estofamentos, era uma coisa que fazia medo de compra para recuperar. Mas não desisti.

Fiz minha proposta de compra e negociamos a sucata.

Na mesma tarde do dia 27 de julho de 2004 tomei a decisão de rebocar o bruto até a minha casa, onde quem dirigia aquela sucata horrível era meu filho KETO.

Quase não dormi direito naquela noite pensando em um jipe todo pintado, rodas cromadas, capota convencível e a família dentro passeando pela cidade.

Aí então cai em campo, primeiro passo foi lavar geral, com soda-cáustica.

Comecei a desmontar o bruto.

Tirei pára-lamas, capô, motor e a carroceria, deixei só o chassis em cima dos rodados, transformei o quintal de minha casa em uma verdadeira oficina de recuperação.

Aos poucos, fui fazendo as revisões que precisava, troquei todos os rolamentos dos dois diferenciais, das rodas dianteiras e traseiras. Só não abri foi a caixa de marcha com a redução. Passei para a montagem dos agregados ao chassi que já estava na ocasião todo pintado de preto.

Daí, parti para o motor, levando até uma retífica de um amigo em Castanhal para fazer a recuperação do mesmo, após 15 dias o motor ficou pronto pela retífica.  Aí, pintei o motor, câmbio, transmissões, setor de direção. Colocando tudo nos devidos lugares.

No dia 26 de julho de 2005 funcionei o motor pela primeira vez.

Daí pra frente começou a preparação para a funilaria, mandei moldar as peças.

Assoalho, cantos da carroceria, lateral e pedaços de pára-lamas.  Contratei um lanterneiro muito capacitado que fez o serviço dentro do padrão. Com toda a funilaria pronta, parti para a pintura.

Aí me deu medo, o tal pintor me fez tanta raiva que quase infarto, o batráquio gastou um galão de tinta PU (poliuretana) pra pintar a carroceria, um capô, dois pára-lamas. Que pra falar a verdade ficou uma porcaria. Tive tanta raiva que retirei o carro da oficina todo desmontado.

Tendo de retocar a pintura depois do carro montado.

Aí começou a montagem da carroceria, coloquei bancos altos do escort, retrovisor wangler, rodas de F1000, farol de milha etc.

No dia 20 de abril de 2007 dei a primeira volta no jipe que tanto sonhei em um dia ter, com muito sacrifício, dedicação e paciência.

Fiz aquilo que muita gente achava que não ia conseguir, tive muitos colaboradores porque sem eles, seria difícil esta façanha.

Gostaria de agradecer em primeiro lugar à DEUS e depois a esposa e filhos, porque sem eles seria impossível todo este feito.

Hoje, tenho meu jipe pintado na cor amarelo, por sinal muito bonito onde gostaria de agradecer também aos amigos que me ajudaram nesta empreitada.

Onde constará em um livro de ouro os seus nomes, relacionados com suas participações pelo reconhecimento à ajuda que me deram.

Isto é um resumo da história de um jipe e seu dono narrando como tudo começou…

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LIVRO DE OURO

MEUS SINCEROS AGRADECIMENTOS

ESPOSA E FILHOS – que deram todo apoio para que eu realizasse este sonho.

AOS AMIGOS:

SILVIO: Da autopeça “Imperial” da cidade nova, que me indicou onde estava o jipe.

BARBOSINHA: Amigo incansável, que me deu algumas peças e muitas dicas na montagem do jipe.

RICARDO: Por ter muitas vezes colaborado com sua sabedoria e experiência. Foi incansável para que logo o jipe ficasse montado e pronto para trilha.

CARIRI: Por ter ido muitas vezes até minha casa, dando dicas e sugestões de como seria feito a montagem igual ao macho-véio.

FERNANDO: Meu cunhado, que contribuiu bastante para o sucesso que o jipe é hoje.

Dr. NEIVALDO: Titular da delegacia de furtos de veículos, que muito me ajudou no licenciamento do jipe em função de um perito do RENATO CHAVES não ter capacidade de encontrar os números do motor, diferencial dianteiro e traseiro.

PERITO PAULO: Que esclareceu as dúvidas com seu laudo pericial junto ao DETRAN. É muito profissional em seu trabalho.

FERNANDO JABAQUARA: Filho do ex-proprietário do jipe que me ajudou no desembaraço da documentação do jipe.

Um agradecimento especial depois do jipe montado e pronto aos AMIGOS DO JEEP.

DJALMA ALENCAR, LAFAYETE NUNES e JOÃO GODINHO: Que muito contribuiram para a primeira trilha.

E mais alguns amigos que diretamente e indiretamente colaboraram para que eu, um dia tivesse uma alegria de um menino, quando ganha um brinquedo que esperava receber.

Isso faz com que podemos acreditar em nossos sonhos, nas pessoas que nos rodeiam e na fé em DEUS.

LUIZ DAVID
JEEP WILLYS CJ5 ANO 1983
COR  AMARELA
PLACA – JVY-8427

Mais uma aventura dos amigos, que fazem do Marajó o melhor carnaval de suas vidas!

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Amigo de longe, em papo virtual, mostrou que a essência perfuma a alma, e trás boas lembranças.

Eis o relato, tirada do melhor lugar de suas memórias, num conversa comigo:

‘Caro Lafa ,
Eu jamais chamaria um jipe wyllis de velho pois estaria fazendo gol contra e sacaneando das mais ternas memórias afetivas da minha infância.

Nascí em São Lourenço-MG e meu pai foi “propagandista” antiga denominação para representante de laboratórios farmaceuticos e ele cobria o sul de Minas e norte de São Paulo e para trafegar naquelas estradas enlameadas e esburacadas só a bordo dos possantes Jipes da Wyllis Overland e com ele passeávamos nos finais de semana e até viajávamos por aí.

Éramos na epoca 4 filhos e eu como unico homem tinha inclusive lugar fixo que era do banco-almofada atrás do papai, o limpador de pára-brisas do carona era manual e em viagens curtas nas férias ele me levava então eu levava uma tampa de panela pois ia “dirigindo” ao lado dele, sempre apostávamos corrida e “curiosamente’ sempre empatávamos rsrsrs, tinha outra brincadeira deliciosa que fazíamos que era ver quem seria o mais rico ao final da viagem: tudo que tivesse do lado esquerdo (lado do motorista) seria dele e do lado direito seria meu ou senão apostávamos qual a marca do próximo carro que cruzaria conosco, a partir de 10 anos mais ou menos meu pai me dava a grana e eu “seu secretário” cuidava dos pagamentos , notas etc.

Essas viagens fazem parte das mais carinhosas lembranças do meu velho pai que se foi há 10 anos mas que vez por outra tá por aqui conversando; com seu jeito carinhosamente grosso com meu´pai isso é possível comigo.

Então no mínimo sou um jipeiro “oriundi” . rsrsrs

Sua sugestão será bem analisada , principalmente após a observação de fazer parte do jeep clube dos sem jeep clube, tenho cá meus preconceitos e reticências com confrarias e derivados.

Desculpe a verborragia.

Super Abraço
Tadeu’

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